02/04/2025 as 08:56

PESCA ILEGAL

Ibama apreende embarcações irregulares no litoral sergipano

Agentes flagraram pesca predatória de camarões marinhos com uso de arrasto motorizado

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Com objetivo de coibir a pesca ilegal no mar territorial do litoral de Sergipe, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu embarcações carregadas de camarão-rosa (Farfantepenaeus subtilis), de camarão sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri) e de camarão branco (Litopenaeus schmitti). Os crustáceos estavam sendo capturados por meio de arrasto motorizado em área proibida. A Operação Arrasto II, realizada entre os dias 24 e 28 de março, utilizou aeronaves remotamente pilotadas (RPA) para garantir o sucesso da fiscalização e per - mitir identificar embarcações envolvidas na pesca ilegal.

Os barcos identificados foram apreendidos, e os infratores foram notificados para que apresentem mais informações necessárias às análises e desdobramentos das autuações. Consequências dessa prática ilegal A pesca de arrasto é uma prática criminosa quando ocorre a menos de duas milhas náuticas da costa, o que equivale a aproximadamente 3.700 metros. Nela, os pescadores utilizam uma rede em forma de funil, arrastando-a na água por meio de embarcações motorizadas. Essa restrição existe para proteger os ecossistemas marinhos, garantir a sustentabilidade dos estoques pesqueiros e evitar danos irreversíveis à biodiversidade. “A delimitação de áreas de exclusão para a pesca com redes de arrasto por embar - cações motorizadas tem como objetivo proteger as espécies que utilizam esses ambientes para alimentação, abrigo e reprodução, promover a recuperação dos estoques pesqueiros, minimizar a captura incidental de espécies não alvo, bem como evitar conflitos com pescadores artesanais”, explica Maria Cristina Miranda Coelho, chefe da Diretoria de Fiscalização do Ibama em Sergipe.

A cadeia alimentar marinha é complexa, e a prática ilegal da pesca do camarão pode afetar gravemente a população de peixes que dependem desse recurso para sobreviver. Como consequência, pescadores artesanais e comunidades costeiras que vivem da pesca também são prejudi - cados, ampliando os impactos socioeconômicos da atividade irregular. O Ibama segue intensificando suas ações de monitoramento e fiscalização na região para coibir práticas ilegais que ameaçam a fauna e a economia pesqueira. A colaboração da sociedade e dos pescadores é essencial para garantir a manutenção dos recursos naturais e a sustentabilidade da atividade pesqueira na costa brasileira.